Annyeong haseyo!
Tudo bem com vocês?
E se, no meio de uma suposta catástrofe natural, o verdadeiro desastre fosse emocional? A Grande Inundação começa como um filme de sobrevivência, mas aos poucos revela algo muito mais profundo: até onde a humanidade pode ir quando brinca de criar vida?
Ficha Técnica
Filme: The great flood
Hangul: 대홍수
Direção: Kim Byung-woo
Roteiro: Kim Byung-woo
Protagonistas: Kim Da-mi, Park Hae-soo e Kwon Eun-seong
Gênero: Ficção científica
Duração: 108 min
País: Coreia do Sul
Lançamento: 2025
Disponível: Telegram e Netflix
Sinopse
Uma grande inundação atinge o planeta Terra. Pessoas, incluindo Gu An-na e Son Hee-jo, lutam para sobreviver em seu prédio de apartamentos, que está afundando na água.
Gu An-na é uma pesquisadora de desenvolvimento de IA. Son Hee-jo pertence a uma equipe de segurança de recursos humanos e está tentando salvar Gu An-na de uma situação desastrosa. Por que Son Hee-jo está tentando salvar Gu An-na e quem está por trás disso?
Fonte: Adaptado de https://asianwiki.com/The_Great_Flood
Protagonistas
Shin Ja-in (Kwon Eun-seong) foi criado em laboratório e adotado por Gu An-na como parte desse experimento. O objetivo era observar, na prática, como emoções programadas se desenvolveriam dentro de uma “criança” artificial, mas o que começa como pesquisa logo se transforma em algo muito mais íntimo.
Um desastre que esconde outra história
O começo é extremamente intrigante: o mar avança, ondas gigantes tomam a cidade, pessoas lutam para sobreviver subindo em prédios enquanto muitas morrem. Em meio ao caos, surge Son Hee-jo (Park Hae-soo), encarregado de resgatar a cientista e a criança. Gu An-na não pode morrer, afinal, o futuro da humanidade depende dela.
Quando a experiência científica se torna maternidade
A intenção inicial era apenas observar o afeto da criança com a “mãe”. Porém, em determinado momento, ela percebe que apenas ela sobreviverá e que a criança deixará de existir. O detalhe mais cruel é que, no experimento, todas as memórias são completamente apagadas, inclusive as emocionais.
Simulação, memória e o desespero de uma mãe
Antes disso, ela toma uma decisão extrema: entrar na própria simulação que criou. A condição era simples e devastadora se ela se lembrasse da criança e a encontrasse, o experimento estaria completo. Ela poderia, então, viver com o filho que criou.
As tentativas aparecem numeradas na camiseta que ela usa. É triste, bonito, inspirador e doloroso. Tudo aquilo é uma simulação não sabemos ao certo se o fim do mundo realmente aconteceu, mas o que vemos é uma mulher buscando desesperadamente seu filho. Até que, enfim, ela se lembra… e os dois se reencontram. O filme não explica o que acontece depois. Apenas nos mostra mãe e filho juntos dentro da simulação.
Um plot twist poderoso, mas mal explorado
Em um mundo onde a IA é extremamente avançada e já existem protótipos humanoides, seria incrível ver uma construção mais sólida e bem amarrada. Infelizmente, isso não acontece.
Considerações finais
No fim, não importa se tudo era uma simulação ou se o mundo realmente acabou. O que permanece é a imagem de uma mãe que atravessou o impossível para reencontrar seu filho. E isso, por si só, já é devastador.
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