Annyeong haseyo!
Tudo bem com vocês?
Hoje trago para vocês “You everything else”, um drama muito complexo, intenso, cheio de gatilhos e longe das narrativas de romances que costumamos ver. A trama traz a história de duas amigas de infância que se reencontram em diferentes fases da vida. Elas vivem em uma linha tênue que está dividida entre o amor e o ódio. Não veja, se não quiser passar raiva.
Ficha Técnica
Drama: You and everything else
Hangul: 은중과 상연
Direção: Jo Young Min
Roteiro: Song Hye Jin
Protagonistas: Kim Go Eun, Park Ji Hyun e Kim Gun Woo
Gênero: Romance, vida, drama e melodrama
Duração: 15 episódios
País: Coréia do Sul
Lançamento: 2025
Disponível: Netflix
Sinopse
Com uma amizade cheia de altos e baixos desde a adolescência, elas se afastaram na idade adulta. Até que uma precisa acompanhar a outra em seus últimos dias de vida. (Fonte: Netflix)
Protagonistas
Ryu Eun Jung (Kim Go Eun) é uma jovem intensa, mas um pouco vulnerável no que diz respeito à essa amizade. Ela tenta levar a vida de uma forma divertida para esconder sua dor.
Cheon Sang Yeon (Park Ji Hyun) é uma mulher arrogante, manipuladora, vitimista, até um pouco frágil as vezes. Mas, com uma dependência emocional muito grande.
Kim Sang Hak (Kim Gun Woo) é um cara sentimental e atencioso. Ele se esforça para manter a ordem ao seu redor. Será um grande agravante da amizade delas, ao ser ver envolvido em um triângulo amoroso.
O ponto de partida
Desde o primeiro encontro entre as duas, já podemos perceber o quanto a Sang Yeon é indiferente a todos. Com um ar de certinha, ela até chegar a bater na Eun Jung com a desculpa de que foi o professor que mandou. Para mim, seu desvio de caráter já começava a querer aparecer ali. Mesmo na infância, a inveja e a falta de bom senso da parte dela, estavam sempre ali.
Por outro lado, a Eun Jung sempre mostrou ser mais evoluída do que ela, e vendo que a Sang Yeon estava sempre sozinha, ela fez questão de se aproximar dela e trazê-la para junto de seus amigos. Me parece, que no lugar de ajudá-la, essa atitude despertou uma onda de sentimentos negativos por parte da Sang Yeon em relação a Eun Jung. Ela nem se dava ao trabalho de disfarçar. Como pode, né? A Eun Jung não merecia uma amiga assim.
A relação entre as duas, de certa forma, melhorou. Mas, infelizmente, a tragédia atingiu a família de Sang Yeon, seu irmão, não aguentou a pressão por seus pais não aceitá-lo como ele gostaria de ser. Então, ele decidiu tirar sua própria vida. Com isso, os pais dela se separaram, ela teve que sair de sua casa e ir embora com sua mãe. Elas partiram sem dar adeus e sem deixar nenhum vestígio de onde poderiam estar.
O primeiro reencontro
Após a morte de seu irmão, Sang Yeon sumiu sem deixar rastros. Ela viveu uma vida miserável após a falência de sua família, por isso precisou mudar. Seu mundo desmoronou ao perceber o quanto seu irmão era importante para ela. Ela tentou de todas as formas descobrir a senha de acesso do chat de conversa do seu irmão. Com isso, ela esperava encontrar alguma resposta para o que ele havia feito.
Ao conseguir o acesso, ela passou a conversar com um amigo pessoal de seu irmão. Fingindo ser ele, os dois passaram a ter longas conversas. Então. Sang Yeon decidiu persegui-lo para tentar conquistá-lo.
Ela voltou a estudar por causa desse amigo. Grande foi sua surpresa ao chegar à faculdade e reencontrar sua amiga de infância, Eun Jung. A surpresa foi em dobro, pois Sang Hak, o amigo de seu irmão e o cara que ela buscava, era o namorado de sua amiga. Vocês acham que esse foi um empecilho para ela desistir dele? Que nada, viu! Muito pelo contrário, ela criava situações para ficar sozinha com ele, dava em cima dele de forma bem indireta, e até dava um jeito de deixar a Eun Jung envergonhada com suas patadas.
E a Eun Jung, como sempre, não via nada de errado nas atitudes dela. Isso, até os amigos em comum, começarem a alertá-la sobre sua “amiga” estar dando em cima de seu namorado. Daí, uma situação chata surgiu, e Sang Hak preferiu desligar seu telefone, mentir para Eun Jung e ir se encontrar com a Sang Yeon. Isso, para ela foi o fim. Ela colocou um ponto final na sua relação com os dois.
Parece perseguição
Algum tempo depois, Sang Yeon surgiu novamente. Ela tinha sumido do mapa após sua mãe descobrir um câncer em estágio avançado. Com a morte dela, Sang Yeon conseguiu um bom emprego, afinal ela sempre foi muito boa aluna, e mesmo sem ter conseguido se formar, ela já era bem reconhecida na indústria. Mas, antes de ir embora, ela despejou toda sua frustração sobre a Eun Jung mais uma vez. Se a relação delas já estava ruim por causa do Sang Hak, agora com certeza era algo que não teria mais volta.
Olha, mas é ai que a gente se engana, viu? O que ela tem de cobra, a Eun Jung tem de boa gente e de coração puro. Acreditem, ou não a Sang Yeon entrou na mesma empresa que a Eun Jung, e não satisfeita, ainda assumiu o projeto dela sem nenhum peso na consciência. Quanto mais eu escrevo, mais me indigno com essa mulher, viu. Que pessoa sem escrúpulos, sem noção, egoísta, egocêntrica… eu poderia ficar horas aqui citando vários adjetivos ruins para ela, e ainda seriam pouco.
Bem, mais uma vez mostrando toda a sua superioridade em lidar com as frustrações, Eun Jung finge que está tudo bem, e as duas passam a trabalhar juntas no projeto. Mas, a coisa desanda de vez, quando Sang Hak reaparece como diretor de fotografia do projeto no qual elas estão trabalhando. Isso desperta uma ira enorme na Sang Yeon, e ela passa a persegui-lo. Sua ira aumenta ainda mais quando ela é rejeitada por ele, e percebe que o que ele sentia pela Eun Jung não mudou em todos esses anos.
Pode acreditar, realmente é perseguição
Daí, vem a cartada final: ela sai da empresa, e leva outro projeto no qual a Eun Jung estava trabalhando há 4 anos. Ela faz isso com a intenção de magoá-la mesmo, e fazê-la sentir como é chegar no fundo do poço. Ela quer ver uma Eun Jung que surta, que xinga, que grita, que esbraveja. Que raiva eu tive dessa mulher nessa hora. A minha vontade era de poder entrar na tela e dá umas boas palmadas nela. Como pode uma criatura dessas ser tão dissimulada, baixa, invejosa, cruel e má? Com uma amiga assim, quem precisa de inimiga?
Considerações finais
Comecei a ver esse drama com uma ideia totalmente oposta ao que realmente foi. Essa história é densa, é pesada. Ferra com o psicológico de qualquer um. Ela é difícil por que retrata a complexidade das relações. E como nos acostumamos a ver somente o externo das pessoas.
O drama mostra principalmente o desenvolvimento de uma amizade tóxica que vai além dos anos e das experiências da vida. Mostra uma dependência quase surreal onde essa amizade se mantém através da admiração, da inveja, e da manipulação constante por parte da Sang Yeon.
Olha, mesmo a doença dela, não conseguiu despertar em mim um pouco de empatia. Por que há dramas, em que a gente odeia um personagem para depois amá-lo de alguma forma. Mas aqui, a história foi tão pesada, mais tão pesada, que não deu para tirar o chapéu para ela não. Estou falando por mim, tá? Cada um pode achar o que quiser.
Algo que me chamou muito nos episódios finais, foi a ênfase que deram ao perdão. Como perdoar pode nos fazer bem. Então, reflita sobre isso: quando você não perdoa alguém ou algo, você é quem carrega o fardo maior. Pois fica remoendo aquilo em seu coração apenas para lhe causar dor e desencadear doenças! Fica a dica.
Eu não veria e nem verei esse drama novamente.
Mas, isso não quer dizer que ele seja ruim, apenas a história é pesada e cheia de gatilhos. Por isso, não veja se você não está preparada para isso.
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