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Dear Hongrang | K-Drama | Análise



Annyeong haseyo! 

Tudo bem com vocês?

Com intrigas, reviravoltas e um romance proibido, “Dear Hongrang” promete e entrega um enredo envolvente sobre amor, identidade, crimes e mistérios do passado.

 

 

Ficha Técnica

Drama: Dear Hongrang
Hangul: 탄금
Direção: Kim Hong-seon
Roteiro: Kim Jin-ah
Protagonistas: Lee Jae-wook e Jo Bo-ah
Gênero:  História/Romance/Mistério/Suspense
Duração: 11 episódios
País: Coréia do Sul
Lançamento: 2025
Disponível: Netflix, Telegram e Fansubs

 

Sinopse

O sageuk (gênero de drama histórico coreano) conta a trágica história de Hongrang, herdeiro de uma influente associação de comerciantes da dinastia Joseon, cuja vida muda drasticamente após seu desaparecimento misterioso aos oito anos de idade. Essa fatalidade deixa sua família desolada, especialmente sua meia-irmã Sim Jae-yi, que passa anos alimentando a esperança de reencontrá-lo.

Doze anos depois, Hongrang retorna como um jovem adulto, com muitos segredos obscuros, mas sem qualquer lembrança da infância ou da sua família. O impacto de sua volta misteriosa afeta sua família e seus negócios. Enquanto a matriarca Min Yeon-ui tenta proteger a reputação e a estabilidade do clã, Jae-Yi se aproxima do suposto irmão com o coração dividido.

A moça fica dividida entre acreditar ou não no irmão perdido, mas suas atitudes estranhas e as lacunas em sua memória geram desconfiança e confusão. Em meio a esse reencontro, sentimentos proibidos surgem, desafiando os laços de sangue e as convenções da época.

 

Fonte: Adaptado de https://filmow.com/querido-hongrang-t357673/ficha-tecnica/

 

Protagonistas

 

Hongrang (Lee Jae-wook) é um rapaz obscuro e cheio de segredos, mas com um coração leal e carinhoso. Um exímio espadachim, luta em defesa dos fracos e oprimidos, sem esquecer seu real objetivo: encontrar o Homem de Neve para achar o Pintor.

 

 

Sim Jae-yi (Jo Bo-ah) é uma jovem traumatizada pelos maus-tratos de sua madrasta e o desaparecimento de seu meio-irmão, e que não mede esforços para o encontrar.

 

Verdadeiro ou falso?

 

Sim Jae-yi é a filha bastarda de um mercador, Sim Yeol-guk (Park Byung-eun) que só pensa em dinheiro e poder, que ajuda o Príncipe Herdeiro Louco, Hanpyeong (Kim Jae-wook), a raptar crianças e preparar seus corpos como telas de pintura, desgraçando meio mundo. Para completar, tem uma madrasta, Min Yeon-ui (Uhm Ji-won), que a odeia e maltrata severamente, e um irmão adotivo, Mu Jin (Jung Ga-ram), que é apaixonado por ela, ao ponto de se transformar em um vilão, malvado e sem coração, em nome desse amor.

Aos oito anos de idade, Hongrang desaparece misteriosamente, transformando a vida desses clãs em um caos. Min Yeon-ui mata o filho da amante do marido, Kkot-nim (Kim Tae-seong), ainda na barriga, e essa mulher cria um grupo para destruir os Clãs Min e Sim, e se apossar de todos os seus negócios. Nesse contexto, surge o falso Hongrang para dar início a esse plano.

É uma trama envolvente que deixa você intrigado sobre a verdadeira identidade do personagem interpretado por Lee Jae-wook. Além disso, a química entre Cho Bo-ah e Lee Jae-wook pega fogo o tempo todo, no momento em que inesperadamente, ele e Jae-yi se apaixonam. O falso Hongrang e seu fiel escudeiro, In Hoe (Kim Min-ki), estão à caça do Homem de Neve que o Mercador acoberta, o raptor das criancinhas para entregar ao Pintor, uma figura misteriosa. Imagina a quantidade de conflitos que acontecem até o protagonista descobrir toda a treta.

Outra coisa muito interessante na história é a trama que envolve o Príncipe, que para se tornar uma Divindade, prepara um ritual com sete talismãs humanos, que inclui Hongrang, cujos corpos foram pintados por ele. Um psicopata de carteirinha, e o mais louco é que o pai do cara sabe de tudo, e ainda acoberta.

 

Segredos cabeludos

 

O que mais me incomodou neste drama, apesar de não ser um ponto negativo, era a maldade pelas quais os meninos lindos eram sequestrados, e como eram judiados em alto nível em uma experiência macabra de transformar seus corpos em tela pelo Princípe Hanpyeong. Foram muitas as tentativas de clarear a pele deles com uma mistura de produtos químicos tóxicos, e cortar, tatuar e queimar “artes” na carne de suas costas. Por sinal, Kim Jae-wook arrasou neste papel. Foi insano do início ao fim. Que interpretação! Uma trama para lá de bem elaborada, que une a sensibilidade de um excelente roteirista ao olhar de um diretor sensível e delicado, que nem a possibilidade de uma relação incestuosa entre dois irmãos fica feio ou imoral.

O mais trágico de todos os personagens e o mais sem caráter ou escrúpulos, foi Mu-jin, interpretado com tenacidade por Jung Ga-ram. Criado para substituir o irmão ausente, ele vive em constante estado de exclusão afetiva. Na verdade, ele não tem nada, nem coragem para confessar seu amor e ser rejeitado. A lealdade não recompensada, seu lugar não garantido na hierarquia familiar e a falta de aceitação da mãe adotiva, acabam transformando ele em uma pessoa egoísta e individualista, ansiando por cada dia mais poder. Suas tentativas de possuir a irmã o levam a atitudes e promessas impensáveis. Tomei ranço de cara. Não dei nem o benefício da dúvida.

 

A verdade sobre Hongrang

 

No desenrolar da história, o falso Hongrang foge com sua amada, mas tem todos no seu encalço, principalmente o Príncipe que, para ter seu amuleto de volta, captura Jae-yi, tentando atrair o guerreiro. Mu-jin fica desesperado, pois já havia tomado o lugar do pai adotivo, devido a sua aliança com o psicopata do Príncipe, pois quer se casar com a irmã adotiva a qualquer custo. Achei certo o Mu-jin morrer. Ele já havia atravessado a linha e não tinha como voltar atrás.

Na residência do Pintor, Hongrang dá cabo da quadrilha toda, mas acaba presenciando a morte de In-hoe, que havia sido capturado. No entanto, ainda consegue que seus aliados salvem todas as crianças que estavam lá aprisionadas. Mu-jin consegue salvar Jae-yi, mas é morto durante a fuga. Kkot-nim mata o pai da moça e toma posse de seu clã, pois já sabia que o verdadeiro Hongrang havia morrido em um acidente doméstico quando presenciou a mãe fazendo um ritual para matar a meia-irmã.  Um plot doido. Min Yeon-ui enlouquece quando o protagonista afirma que não é o seu filho verdadeiro e perde, também, suas riquezas para o grupo de Kkot-nim.

 

Articulando pensamentos

 

Não posso deixar de falar sobre a Jae-yi de Jo Bo-ah. Uma atuação ansiosa e sôfrega, além de apaixonada, com uma química intensa e quente com o falso Hongrang. Um espetáculo à parte. O que chama atenção, também, é a trilha sonora com OST´s carregadas na melancolia para se alinhar com as cenas intensas do drama. Uma boa sacada. Preciso destacar as questões que permeiam esta história: a meditação sobre o luto, a incerteza sobre retorno e as relações familiares da época. Profundo ao extremo. Preciso destacar, também, a cena em que o falso Hongrang arranca as mãos do Príncipe e as suas esperanças em pintar com perfeição, afirmando que ele era apenas um idiota que almejava ser uma pessoa que nunca seria. Um desejo mortal de ser especial.

Outro destaque vai para grandiosidade da produção, meticulosa em todos os detalhes como cenários evocativos, figurinos de época detalhados, com cores predominantes da época, e cinematografia impactante para criar uma experiência visual rica e imersiva. Uma entrega de corpo e alma de todo elenco e equipe. A Netflix colocou os 11 episódios de uma vez só, o que facilita maratonar a série. Vale muito a pena. Não deixe se influenciar com as opiniões sobre o final e a morte do protagonista, pois no último episódio existe uma chance para o “até breve” do modo como pode ser.

 

Considerações finais

 

Depois de se vingar de todos e colocar tudo em seu devido lugar, Hongrang volta para morrer nos braços de Jae-yi. Também ele não levaria muito tempo para desencarnar, já que apresentava os sinais de toda violência sofrida na infância. Sua amada monta um orfanato para cuidar das crianças que foram abusadas e aguarda, ansiosa, pelo dia que vai se reunir, novamente, com seu amor. Uma ode à dor e à perda, além do aguardo ansioso pelo reencontro.

Enredo maravilhoso, elenco fantástico, trilha sonora esplêndida e fotografia sensacional. Outro drama que já está entre os meus 10 melhores do ano.

Dividindo opiniões na internet por causa do final triste e a morte do protagonista, mas que é totalmente coerente com a história, Dear Hongrang é uma obra prima, um texto denso, cheio de vingança, conspirações, um Príncipe psicopata, que acha que é uma divindade e um herói que sofre o pão que o diabo amassou, o que fez garantir a 5ª posição entre as séries mais procuradas na Netflix em 40 países.

Só digo uma coisa: Lee Jae-wook não aceite mais roteiros em que você morre no final. Você não consegue escapar de nenhum roteirista até o momento, mas mostra que, além de se entregar de corpo e alma aos seus personagens, dá um verdadeiro show de interpretação. Parabéns!

 

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