Annyeong haseyo! 
Tudo bem com vocês?
Eu sei que corro o risco de ser cancelada, mas, sinceramente, que seja! Porque perder a voz e a liberdade de opinar seria um verdadeiro saco. Sim, eu amei Round 6, sou super fã da série, mas também precisamos falar a real: essa terceira parte foi um cocô!
E ainda vieram dizer que a culpa é dos telespectadores, como se fôssemos burros por “não entender” o roteiro. Ah, me poupe, né? Somos as vítimas aqui! Até a própria Netflix tirou onda, dizendo que queríamos um final em que o 456 saísse vivo…
Vamos falar a real sobre por que isso foi um fiasco!

Ficha Técnica
Drama: Round 6
Hangul: 열쇠와 칼
Roteiro: Hwang Dong-hyuk
Direção: Hwang Dong-hyuk
Protagonistas: Lee Jung-jae e Lee Byung-hun
Gênero: Sobrevivência
Duração: 06 episódios
País: Coreia do Sul
Lançamento: 2025
Disponível: Netflix
Sinopse
Apesar de Gi-hun estar vivendo seu pior momento, os jogos de Round 6 não param por ninguém. Ele será forçado a tomar decisões cruciais em meio a situações desesperadoras, enquanto ele e os jogadores sobreviventes enfrentam provas mortais que colocam à prova a determinação de todos.
Enquanto isso, In-ho retoma seu papel como Líder para receber os misteriosos VIPs, e seu irmão, Jun-ho, continua procurando pela ilha secreta, sem saber que há um traidor à espreita.
Será que Gi-hun fará as escolhas certas, ou o Líder finalmente conseguirá quebrar seu espírito?
Fonte: https://round-6.fandom.com/pt-br/wiki/Temporada_3
Protagonistas

Vocês já conhecem, então não vou falar um por um aqui, porque a lista é grande!
Opinião sincera…
Bom, além da história central, que todo mundo já sabe que gira em torno da sobrevivência no jogo, em que apenas uma pessoa sairia viva, foram inseridos vários arcos paralelos, como se quisessem dividir a nossa atenção. E é aí que começa o verdadeiro problema.
Tivemos a história da soldado 011, Kang No‑eul, uma norte-americana em busca do filho; a do detetive Hwang Jun‑ho, que investigava a tal ilha; e também a do jogador 246, Park Gyeong‑seok, sim, ele foi relevante! Um pai que entrou no jogo para conseguir dinheiro para o tratamento da filha com câncer.
Ou seja, havia muitas coisas acontecendo além da trama principal. E acho que nisso todo mundo pode concordar, né? Até porque é óbvio que esses personagens foram importantes para a história, só pelo tempo de tela que receberam.
Agora vou soltar um spoiler: para mim, o jogador 246 deveria ter sido o vencedor. E antes que vocês surtem e digam: “Nossa, você deixaria o bebê morrer? Que crueldade!” , já me coloquem logo na guilhotina, porque, aparentemente, eu não tenho humanidade nenhuma… sendo que nem era para existir um bebê ali.

A verdade é que achei a história do bebê extremamente apelativa. Um recurso fácil. Tocante? Sim. Afinal, quem teria coragem de matar um bebê, né? Mas sejamos honestos: ele nem deveria estar na trama. Colocaram um bebê como jogador claramente para chocar o público e, de quebra, construir um “final bonito”, com Seong Gi-hun se sacrificando. Uma forma conveniente de fazer os fãs aceitarem a morte do protagonista. Apelativo ou medo da repercussão de matar o queridinho do jogo?
Poxa vida! Vamos lembrar que o cara era um pai negligente, viciado em jogos, que mal participava da vida da filha. A menina já estava praticamente sozinha, e ficou ainda mais. Aí começa o coro: “Ah, mas a mãe proibiu!”, “Ah, ele tentou se aproximar”, “Ah, ele queria o melhor para a filha”. Jura mesmo? Esse discursinho colou?
Gente… nós não somos cavalos! Se é um jogo de sobrevivência, vai ter gente desesperada querendo ganhar. Fim de papo.
Mas matar um bebê? Isso mexe com todo mundo, né? Ainda mais quando tentam justificar dizendo: “Esse dorama é uma crítica à sociedade…” Sério isso? Vamos mesmo entrar nesse mérito? Basta abrir qualquer jornal para ver que nem os bebês têm paz neste mundo. A realidade já é cruel o suficiente, não precisa forçar esse tipo de comoção para causar impacto.
Agora sim, vamos entrar de vez na trama

Até aqui foi só minha opinião, um desabafo mesmo, mas a partir daqui vou pontuar, de forma direta, tudo o que, pra mim, foi simplesmente péssimo. Sem filtro, sem passar pano:
1. As votações ganharam tempo demais de tela.
A sensação é que quiseram criar uma tensão do tipo: “Agora vai, hein? Chega de bagunça, bora finalizar o jogo.” Entendo que pode ter sido uma tentativa de mostrar que a produção estava mais rígida depois do caos das temporadas anteriores. Mas, honestamente, ficou arrastado.
2. Introduziram novos personagens, o que é ótimo, mas…
Não deu tempo de criar conexão com quase ninguém. A divisão entre a parte 2 e a 3 esfriou totalmente o envolvimento. As mortes foram fracas, sem impacto, o que é bem decepcionante considerando que estamos falando de um jogo brutal.
3. Os jogos da parte 3 foram bem fracos.
Na parte 2, tivemos o Front Man, uma sacada interessante, e os jogos tinham mais presença, mais tensão. Já nessa última parte… o tal novo boneco serviu só pra segurar uma corda? Sério mesmo? Tanta divulgação em cima disso? Era melhor ter deixado só nossa clássica batatinha assassina.
4. O grupo da final foi um verdadeiro fiasco.
Parecia que quiseram facilitar de novo. Quem realmente queria ver aquele bando de panacas na final? Tinha personagens muito melhores pra chegar ali. E, obviamente, toda a torcida foi para o Seong Gi-hun, já que ele tinha “salvado” o bebê no jogo da corda, tudo muito forçado.
5. A ironia mais absurda: pai, mãe, bebê e o 456.
Sério que tinha que ser ele? O escolhido pra “passar a mensagem”? Então o outro pai, tão negligente quanto o 456, não teria coragem de se sacrificar pelo filho? A moral da história era que “não somos cavalos, somos humanos”… mas o que ficou foi: a ambição vale a pena, mesmo se você for um péssimo pai. Ridículo.
6. E o detetive? Uma grande piada.
Ele rodou ilhas atrás do irmão e, se você pensou que ele queria destruir o sistema, esquece. O foco era o irmão, e só. Nem pra desconfiar do homem do barco ele serviu. O 456 era mais respeitado pelo Front Man do que o próprio irmão! E quando finalmente chega à ilha, tudo já está em colapso. E pra fechar com chave de ouro: nem tentou dar um tiro no irmão, ficou sem o que buscava e, no fim, virou o “pai” de um bebê milionário. Que construção patética de personagem, o que fizeram com o Hwang Jun-ho da primeira temporada?
Agora quero citar alguns personagens que, na minha visão, mereciam muito mais destaque ou, no mínimo, uma despedida digna

Cho Hyun‑Ju (120)
Merecia, no mínimo, uma morte decente! A gata era treinada, sobreviveu à rebelião, mostrou força e estratégia e, depois de tudo isso, me entregam uma morte fácil e sem peso? Sério? Pra mim, ela tinha que estar na final. Foi uma das personagens mais consistentes, e o que fizeram com ela no fim foi uma completa decepção.
Kang Dae‑Ho (388)
Também conhecido como “Coragem, o Cão Covarde”. Ele só serviu como bode expiatório pro 456 despejar a culpa por não ter vencido a rebelião, já que ele “não levou as munições”. Como se isso fosse possível, né? E, pra piorar, teve uma morte completamente sem significado, como se nunca tivesse feito parte da trama. Totalmente desperdiçado.
Jang Geum‑Ja (149) e seu filho, Park Yong‑Sik (007)
Esse núcleo foi, sim, impactante. O filho era problemático, e um bebê recém-nascido havia acabado de entrar no mundo. O embate entre mãe e filho foi um dos momentos mais tensos: ela precisou fazer uma escolha impossível e, no fim, tirou a própria vida. Porque, pra ela, existir num mundo sem o filho não era uma opção.
Isso me marcou porque, o tempo todo, fiquei pensando: “Será que ele vai ter coragem de matar a própria mãe?” E quando acontece o contrário, fica claro que o jogo é realmente brutal e injusto. Foi um dos poucos momentos em que senti algo genuíno.
Antes de falar do que realmente gostei, preciso comentar sobre esses dois: o 456 e o Front Man

Em certo ponto, o Front Man já nem parecia se importar com quem venceria o jogo. O que ele realmente queria era travar uma batalha emocional com o Seong Gi-hun. Queria se enxergar nele. Queria que ele tomasse as mesmas decisões que ele tomou no passado. E deu ao 456 todas as chances para isso, e o 456 sabia.
Ele entendeu que a luta não era contra o sistema. E aí está a grande frustração.
Porque o jogo não está corrompido. Ele continua brutal, violento, impiedoso, e sem nenhuma chance real de acabar.
Se o Front Man podia ser substituído a qualquer momento, então pra quem era a mensagem? Pros VIPs? Pros mesmos que acharam aceitável colocar um bebê como jogador?
A sensação é que o 456 percebeu que tudo aquilo era inútil, e por isso se sacrificou. Ele poderia ter reconstruído a vida com a filha, mas voltou. Por puro ego. Por esse desejo de “corrigir tudo”, como se fosse o único capaz de consertar aquele mundo.
Ahhh… mas aí não teria sequência, né?
E o mais curioso é ver tanta gente dizendo que não queria um final “mundo Disney”, mas surtando porque ele morreu e não teve o tal final feliz com o bebê no colo. Ahhh, me poupe!
Vi comentários dizendo que o final perfeito seria ele vencer e criar o bebê. Gente… que loucura! Que série vocês estavam assistindo?
Por um momento, até achei que o Front Man passou a respeitar o 456. Porque, apesar de tudo, ele se manteve humano. Não cogitou, em hipótese alguma, matar o bebê, e isso claramente mexeu com ele, por conta do próprio passado como pai.
O 456 abriu mão do número, do dinheiro, do jogo… pra salvar uma vida inocente (que nem deveria estar ali!). Ele, que um dia apostava em cavalos, virou um número, virou peça, mas, no fim, escolheu sair da corrida.
E essa atitude tocou o Front Man… e tocou todos nós (eu me incluo).
Foi um embate psicológico potente, que tinha tudo pra ser ainda mais bem explorado.
Vamos falar de coisa boa? Porque sim, não foi só tragédia… ou foi?

O jogo continua, e isso, pra mim, é ótimo! Porque essa é a proposta. Round 6 não deveria acabar. E por quê? Simples: é um jogo feito pra ferrados, ambiciosos, fodidos, endividados até o pescoço. É cruel. É desumano. É Round 6. Um jogo terrível? Sim! E justamente por isso ele não pode simplesmente acabar… porque, se acabasse, outros surgiriam no lugar. Bem óbvio, né?
Cadê o povo que grita “mundo Disney” e quer final feliz pra todo mundo? Será que vocês realmente gostaram de Round 6?
Porque essa história é sobre pessoas que fariam de tudo por dinheiro. Que matariam. Que pisariam em qualquer um. Que só pensam no próprio umbigo. Gente que entraria de novo no jogo sem pensar duas vezes.
E antes que alguém esqueça: sim, existiram aqueles que perceberam a cilada e quiseram sair. Mas a maioria? A maioria ficou. E venceu.
Aí depois vem aquele discurso: “Ah, mas eu não queria um final conto de fadas…”
Ahhh… me poupe, né?
Agora vamos exaltar quem realmente merece: a soldada 011
Essa mulher foi fera! Sozinha, fez mais do que todo mundo junto. Ela vem de uma vida dura, cheia de traumas, e entrou no jogo não exatamente por causa do filho, mas pela grana. Precisava do dinheiro para pagar o detetive que investigava o paradeiro dele, ela nem sabia se o menino estava vivo ou morto.
Durante o jogo, ela conhece uma menininha com câncer, filha do Park Gyeong‑Seok, e isso a toca profundamente. E o que ela faz? Atira no cara. Sim, porque descobre que, além da brutalidade do jogo, existia um esquema de venda de órgãos rolando ali dentro. Isso mesmo: tráfico de órgãos. E quase ninguém está falando disso, né? Todo mundo só quer saber do 456 vivo. Os soldados não davam tiros letais de propósito, justamente para preservar os órgãos das vítimas. Olha o nível da loucura.
A partir daí, ela parte pra cima sem piedade: elimina todos os envolvidos no esquema, enfrenta o oficial, vence a luta e ainda bota fogo em tudo. Foi um arco completo, forte, coerente e com conexão emocional. Ela teve história, teve propósito, teve impacto. Uma personagem que realmente brilhou. E sim, o detetive até teve sua relevância nesse ponto: ajudou no resgate do 246. Pelo menos isso.
Mais tarde, vemos Park Gyeong-Seok de volta à vida com a filha, trabalhando no parque, e a soldada vai visitá-los. Ela vê a menina saudável, com cabelo, cheia de vida… e vai embora. Um momento bonito e real, que mostra que, sim, alguns conseguiram escapar.
Agora, se o detetive tivesse sido melhor explorado, imagina quantos mais ele poderia ter salvado?
E a filha do 456? Recebe dinheiro… e o uniforme do pai. Que situação. Imagina aquela criança, coitada, olhando aquele uniforme sem entender nada, enquanto recebe a notícia de que o pai morreu. Pesado.
Enquanto isso, o Front Man vê pessoas jogando nas ruas dos EUA, levando tapa na cara… ou seja: a rede do jogo é global. Os VIPs eram de outros países. Todo mundo sabia. O jogo nunca foi segredo.
E aí vem a pista final: Netflix já está plantando a possibilidade de uma versão americana de Round 6.
Qual a novidade? A porta já está aberta.
Considerações finais

No fim das contas, essa nova fase de Round 6 dividiu opiniões, e com razão.
Teve muita coisa mal aproveitada: personagens descartados de forma preguiçosa, mortes fracas e decisões de roteiro que pareciam mais preocupadas em chocar do que em desenvolver. Muita gente ali tinha potencial para render histórias mais profundas, mas acabou virando peça descartável num jogo que se vende como brutal, mas nem sempre entrega o peso emocional que promete.
Por outro lado, ainda houve acertos, e que acertos!
A soldada 011 entregou tudo: desenvolvimento, ação, emoção e redenção. O arco dela mostrou que, mesmo em um ambiente desumano, ainda existe escolha, coragem e sacrifício. O desfecho do 246 com a filha trouxe um pouco de alívio, um respiro no meio do caos. E o jogo… bem, ele continua. Porque, enquanto houver gente desesperada, ambiciosa e sem saída, sempre vai existir alguém disposto a apostar, ou jogar.
Então, se você esperava um conto de fadas, talvez tenha assistido à série errada. Round 6 nunca foi sobre finais felizes. Sempre foi sobre escolhas impossíveis em um mundo onde sobreviver custa caro, e, às vezes, custa tudo.
Obs.: Ainda bem que o bebê foi o vencedor. Já que me enfiaram ele ali, não poderia ser outro.
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