Annyeong haseyo! 
Tudo bem com vocês?
Se você gosta de um thriller com mistério, suspense, violência e maldade, além de graves distúrbios familiares, este drama é para você. Não tem marasmo nem hesitação do início ao fim.
Ficha Técnica
Drama: Perfect family
Hangul: 완벽한 가족
Direção: Isao Yukisada
Roteiro: Choi Seong-geol
Protagonistas: Park Ju-hyun, Yoon Se-ah e Kim Byung-chul
Gênero: Suspense/Mistério/Drama/Família
Duração: 12 episódios
País: Coreia do Sul
Lançamento: 2024
Disponível: Viki, Telegram e Fansub
Sinopse
Choi Jin-hyeok e sua esposa Ha Eun-ju vivem uma vida perfeita com sua amada filha, Choi Sun-hui. Tudo corre bem até que, em um dia comum, Sun-hui volta para casa coberta de sangue, acreditando ter matado um de seus colegas. Quando a casa da vítima pega fogo, suspeitas começam a ser levantadas tanto na casa da família quanto na escola de Su-hui. Após um segundo desaparecimento, familiares e amigos começam a culpar uns aos outros. Por quanto tempo será que essa família modelo conseguirá manter esse segredo?
Fonte: Adaptado de https://www.asianews.com.br/series/perfect-family/
Protagonistas
Choi Sun-hui (Park Ju-hyun) é a filha adotiva de uma família proeminente e estudante modelo que vive colada a seus amigos, Park Kyeong-ho (Kim Young-dae) e Lee Si-woo (Ji Hyun-woo). Sua vida vira de cabeça para baixo com a morte de Kyeong-ho.
Ha Eun-joo (Yoon Se-ah) é uma mãe dedicada que carrega a perda de um filho e que assume a criação da filha do homem que o assassinou.
Choi Jin-hyuk (Kim Byung-chul) é um ex-promotor, que após a morte do filho, decidiu buscar justiça com as próprias mãos. Ele tem uma relação muito complicada com a mãe por causa do irmão, que não valia nada.
Se você não consegue se livrar do esqueleto da família, é melhor ensiná-lo a dançar…
A forma como essa família se formou é inesperada. Adotar a filha do assassino de seu próprio filho soa um tanto masoquista, mas isso tornou a trama eletrizante. Destaco as cenas de violência, todas excepcionalmente bem construídas. O assassinato de Kyeong-ho foi brutalmente abordado, mas a mais impactante de todas foi o sequestro de Sun-hui e Choi Sang-ho (Park Sang-hoon) pelo pai dela, levando à trágica morte do rapaz.
Não poderiam faltar os toques de obsessão e loucura do psicopata Choi Hyun-min (Yoon Sang-hyun), que não mediu esforços para saciar sua ganância e ambição, ignorando até a própria família. Mas nada como ter pessoas que realmente se importam com você para reescrever um final diferente, menos fatídico, para uma história de tanto sofrimento. Sun-hui conseguiu.
Quando um amigo é pior que um inimigo
Lee Soo-yeon (Choi Ye-bin), a melhor amiga de Sun-hui no orfanato, torna-se sua pior rival após sofrer um acidente que lhe causou uma deformidade, passando a culpar Sun-hui por toda sua infelicidade. Perseguir é pouco; o lema agora é tomar a vida dela. Isso desencadeia uma série de desgraças que, pouco a pouco, se tornam coletivas. Que ranço dessa maluca!
Para piorar, Sun-hui descobre da pior forma o entrelaçamento entre sua família biológica e a adotiva. É terrível sentir-se enganada e apreensiva por, momentaneamente, não poder confiar em ninguém, mas segue o baile, e morrer não é uma opção.
Uma família perfeita. Será?
Sun-hui encara a vida com otimismo e determinação, mas vive pisando em ovos por ser adotada. Seu relacionamento com os pais adotivos oscila entre o apogeu e o fundo do poço. Ao reconhecer seu pai biológico, ainda tenta conquistar sua aprovação, mas logo percebe que ele é um psicopata que não ama ninguém.
Por fim, a sensação de culpa de cada personagem muitas vezes os desvia do caminho. Mas, para quem tem bom senso, o futuro não está perdido. Basta acreditar.
Só eu sempre quero arrancar a pele dos roteiristas?
Desta vez, não foi assim. O roteiro está totalmente alinhado com a proposta do drama. Nada faltou, nada foi em excesso. Tudo o que precisava ser mostrado, esclarecido, revelado e discutido foi feito de forma impecável. O enredo me cativou e me fez refletir sobre coisas que normalmente nem penso.
Fora da realidade? Acho que não. Só porque não vivenciamos uma situação, não significa que ela não esteja por aí, à espreita. Fique ligado. Coração dos outros é terra que ninguém pisa, já dizia minha avó. Mas, no fim, o amor cura tudo — pelo menos é assim que devemos acreditar.
Considerações finais
Elenco brilhante, produção incrível e uma trama bem construída são os ingredientes deste drama excepcional. Vale mencionar que nem é o gênero que mais aprecio, mas adorei a história. Fiquei extasiada ao descobrir que a direção é de um renomado profissional japonês, altamente premiado, com milhões de filmes e dramas no currículo, e que fez seu debut na Coreia do Sul com este trabalho. Um novo olhar que abrilhantou a história.
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